Ser Sentido em Existência Solene
- tâmia

- 7 de nov. de 2025
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Ressurgiu em meio a neblina, a escuridão da minha sombra
Machucada
Machuquei, desespero em diferentes direções
Suspiro
No cabelo liso, negro, brilha a frustração na rapidez de minhas mãos
Eu queria sim, ser o que meu destino contou em enigmas o caminho a percorrer sem coordenadas escritas em papel amassado
Desisti
Encontrando ao pé a solidez de uma sabedoria em decomposição
Urgente diante do túmulo sagrado e secreto esperava sentado o abraço eterno de um irmão
Era o destino
Roupas, cabelo, dinheiro, propósito
Privilégio, distinto de um dia regado ao vinho forçado em minha mão
Saudade, quando fui terra fértil
Cavei então até o núcleo da criança que sou agora olhando frente a frente a perdição
Lágrimas escorrem na face enlameada
Ao pé da árvore da vida que de mim cai as cascas ressecadas e dá e mostra o verdadeiro eu
núcleo ser vivo humano, único a contramão
Destino inerente, de um todo sofrido
Sabido na certeza da hora de um amanhecer completo
Dali nasceu e cresceu um poder que vagava à procura
Um dar as mãos, uma confortável e inesperada
ressurreição da descoberta de uma sabedoria curvada em peregrinação
Sutil em sua saída na calada da noite selvagem atrás de um reconhecimento divino
Quem sou, identidade encarcerada, agora vive no céu de um entardecer dourado
Vôo constante em eterna metamorfose
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