Nós duas.
- tâmia

- 16 de dez. de 2024
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Encontrei as perguntas que me desesperavam noite adentro. Permiti que me dilacerassem como ferro quente em minha pele, instintivamente cedi ao desespero da solidão em que me deparei. Sou aquilo que fiz de mim sem querer. Quando quis foi para deixar entrar o efeito borboleta das escolhas, me tornei ar empoeirado partindo em direção ao nada. Aqueles que um dia entenderam continuaram seguindo para a única saída em que eu gritava não. Tristeza em mim derrama, é quase etéreo. Eu respondi, encontrei respostas, mas ela me acha mesmo assim. Quem foi que disse que se entender é garantia de felicidade? De onde foi que eu tirei isso?
Com um sorriso respondi a você que sim, é verdade, mas não há nada com o que se preocupar. Estou sempre caindo após levantar, só para levantar de novo e cair novamente e assim em diante. Encontro felicidade e a perco toda noite.
Não me olha assim como se não tivesse ideia do que eu sinto, eu sei que você não tem, mas não me quebra desse jeito... É isso, não quero mais. Labirintos se transformam em lágrimas e lágrimas se transformam em palavras, mas sempre foram labirintos de qualquer forma. Deixa assim mesmo. Vamos deixar para lá, sem detalhes. Vamos reencenar a experiência que se perdeu porque foi demais. Ser do que a vida é feita: Encontros e desencontros de nós mesmos. E então desaparecer.
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