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Não piso em terra firme há muito tempo.

  • Foto do escritor: tâmia
    tâmia
  • 16 de dez. de 2024
  • 1 min de leitura

Os teus olhos cor de mar nunca me enxergaram por inteiro.


Se sou consciente do que me aterroriza, distancio-me de suas exigências e te faço monstro de todas as minhas descobertas mundanas.


Onde o ego visita as profundezas do que um dia pertenceu aos incapazes de reveladora teimosia, dissipando-se na esquina onde esbarro no corpo caído e sem vida da minha algoz dissimulação.


Sou teu, muito mais meu, eternamente aprisionado pela ânsia no mar aberto do meu peito.


Perdido, sem mais.


E um dia, certo de minha salvação, confundi fantasias que eriçaram os pelos dos meus braços, acalentando o vívido sentido descoberto na prisão de minhas ações.


Toque o sino - aportar! Ondas espumantes quebram-se no cais - revelação. Sou marinheiro, não dos teus olhos, e construtor da minha própria perdição.

 
 
 

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