E você vai
- tâmia

- 5 de set. de 2025
- 1 min de leitura
Segui você noite adentro, eu lembro, obscuro em passos, sem direção
Meu corpo falava, o que você gritava, eram conversas claras
Mas eu fingia, será que fingia?
Palavras inventadas na negação
Dancei com você todas aquelas noites clandestinas
Até que me cansei de dias seguintes sem cor
Suas manhãs te engrandeciam, eu já nem sabia como terminaria meu dia
Mas a lua vestia avisos que me falavam sobre você
Vazio logo a esquina, nos seus lábios
Nossos corpos entrelaçados, no gozo da vida em minhas mãos
que mantinha nossos caminhos direcionados ao tempo, ganhando redenção no propósito de encontrar o que era preciso deixar para trás
Nada a ganhar ao me perder no seu vazio
Nem seus pés machucados te farão sair de lá
É um até logo, sem data na face molhada
Ferida não cicatrizada, selvagem solidão
Um tiro, sem bala
Um enterro, sem caixão
Eu lavo minhas mãos
É quando eu fico, que você vai. E você vai, e você vai….
Comentários